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Sheila Diaz Garces

Esta primavera de 2022, começamos com força e expressividade, com um certo ar transgressor, rompendo temas quentes, delicados e perfumados, como convém à época de floração. E esse poder de tom vingativo no dia a dia nos é transmitido pela artista de origem cubana, natural de Havana, Sheila Díaz Garcés.

Sheila nos lembra, em muitas de suas obras, um dos maiores expoentes da pintura abstrata, o brilhante artista informalista espanhol, Antoni Tapies. Assim como nossa admirada artista de Barcelona, ​​​​Sheila expressa sua arte com trabalhos improvisados ​​carregados pelo momento. Sua ideia é a força e a expressividade do momento presente. Ele combina texturas naturais, acompanhadas de formas que gera com pincéis, objetos do cotidiano, ou com a própria mão, em materiais naturais como papel, gesso, cimento, areia, etc. Além disso, ele sustenta sua arte em um uso "desgastado" da cor, exceto naqueles azuis marcantes e vívidos, talvez lembranças de paisagens marinhas, talvez...

Nosso artista nesta primavera tem uma predileção pela ideia da desconstrução da arte. Um conceito onde prevalecem tanto as sensações iniciais como as novas que se sobrepõem às primeiras, mas que serão sempre suscetíveis de serem transformadas. Vale tudo, e por que não, quando o que é expresso é feito com sentimento, dependendo do seu estado no momento da criação.

Existe uma artigo interessante no El País sobre o processo de desconstrução da arte e o que o artigo chama de “a arte de desconstruir a arte”, centrado na pintora Lita Cabellut.

Encontramos uma entrevista no blog Localyetnot, que nos ajudou a conhecer melhor a Sheila, e nós o linkamos, pois nos dará mais informações sobre sua forma de ver a pintura. Como curiosidade, neste blog, eles descobrem uma bela casa em Havana Velha, onde podemos dormir acompanhados de uma pintura do nosso artista convidado para esta temporada. Uma ótima oportunidade, cheia de autenticidade, para quem gosta da união de viagem e cultura.

Metade do que você ouve – 2021

35 x 50 cm – mídia mista em papel

Elevação em Azul – 2021

165 x 150 cm – misturado em juta

Há uma espécie de mapa ou paisagem interior que nos habita, que se transforma e se recompõe, como uma espécie de mistério que precisa ser revelado uma e outra vez. Através do meu trabalho tento percorrer esse caminho de indagação e auto-reconhecimento. Um processo em que a matéria desempenha um papel fundamental.

Caminhei por uma floresta de símbolos – 2021

165 x 150 cm - mídia mista sobre tela

Ação / Efeito - 2022

55 x 40 cm – mídia mista em papel

Encontro nos elementos que uso uma profunda carga espiritual e uma linguagem infinita. Em cada uma das minhas peças convergem diversos materiais, não só os tradicionais das artes plásticas, mas também do meu quotidiano, como pedaços de plástico e papel, madeira, bilhetes de compra, cordas, malas, etc. Estas fundem-se entre manchas e linhas coloridas que sugerem, em múltiplas ocasiões, paisagens de elevações e caminhos que emanam da composição como uma espécie de metáfora da nossa experiência vital.

A nomeação – 2022

60 x 33 cm - colagem em papel

Eu não sou – 2022

42 x 50 cm – Colagem sobre papel

Meu trabalho é uma exploração constante do nosso estado de consciência e um veículo fundamental para explorar e descobrir a mim mesmo.

Sheila em seu estúdio em Madri

trabalho conjunto

Sheila e Gustavo