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Gustavo Dias Sosa

Apresentamos-lhe, neste bairro onde o frio e a escuridão imperam, Gustavo Diaz Sosa, um artista com larga experiência e um longo currículo dentro do nosso estimado mundo das Belas Artes. Suas obras mostram cenas em tons de acordo com os dias em que vivemos, cinza e preto, em fundos de telas naturais crus, às vezes pontilhados de vermelho-sangue. Essa combinação de tons elementares, juntamente com seus cenários monumentais, simplesmente arrepia nossa respiração. E essa coceira na garganta não é por causa do inverno frio da estação atual ou do bicho onipresente que nos persegue desesperadamente, não, é que Gustavo sabe transmitir o sentimento de incerteza e frustração em que a sociedade atual se encontra.

Suas grandes telas estão repletas de obras arquitetônicas, referências bíblicas ou mitológicas, pinceladas de pessoas que não conseguem se orientar e agem por automatismos ou opiniões. Sinais de economia e política. De sofrimento e mentiras. Gustavo reflete a sociedade à beira da loucura. Cada elemento em suas obras é um grito cheio de angústia. Um mundo que lembra o do cineasta Fritz Lang com sua Metrópole. Aquela sociedade cinzenta, desanimada, derrotada e caótica. Ou a do próprio Escher com escadas labirínticas incompreensíveis, mas lógicas. A propósito... Para onde vão essas escadas? Por favor, alguém me explique! Acho que nem o próprio artista, de voz calorosa, vai nos tirar dúvidas.

Fotografias: David Delgado Ruiz

Da série "De Burocratas e Padrinhos" - 2018

135 x 190 cm - misturado em linho

De Revelações e Encruzilhadas - 2019

150 x 150 cm - misturado em linho

Meu trabalho é uma percepção pessoal e poética do estado atual da sociedade. Acredito que a humanidade vive inconscientemente rendida à falácia que nos é imposta como “verdade” desde o momento em que nascemos.

Da série "Como está em cima, está em baixo" - 2018

195 x 130 cm - misturado em linho

Da série "Como está em cima, está em baixo" - 2019

150 x 200 cm - misturado em linho

Meus personagens fogem sem saber para onde. Encurralados procuram saídas entre os muros erguidos pelo Poder que reina. A multidão tenta se salvar sem perceber que ainda está no caminho incerto.

Da série "Órfãos de Babel" - 2015

160 x 130 cm - misturado em linho

Da série "Wrong Way to Heaven" - 2019

195 x 114 cm - misturado em linho

Quem sou? De onde venho? Para que existo? Para onde vou?A verdadeira resposta a essas perguntas nos tornaria seres livres, porém a maneira como nos "programaram" nos impede de resolvê-las.